Indutores de ovulação

INDUTORES DE OVULAÇÃO

Mariana Bueno
Do Bolsa de Bebê

Tentativas frustradas de engravidar acabam gerando situações complicadas para muitas mulheres, que começam então a buscar alternativas que possam solucionar o problema. Uma das principais causas é a anovulação (ou seja, a falha no ovários, que, por diferentes motivos, não liberam óvulos), que atinge de 6% a 8% dos casos de infertilidade. Para tentar reverter esse quadro, uma alternativa são os indutores de ovulação, que visam restaurar a capacidade reprodutiva de quem tem esse tipo de problema. “O objetivo é provocar a ovulação, fazendo com que os folículos se desenvolvam e, assim, aconteça a ovulação. Pode ser associada também a algumas técnicas de fertilização assistida, como coito programado, inseminação intra-uterina ou inseminação ‘in vitro’”, esclarece o ginecologista Eddy Nishimura, do Hospital Santa Cruz de São Paulo.

Remédio para engravidar

A indução da ovulação pode ocorrer de duas formas diferentes: por uso oral ou injeções intramusculares ou subcutâneas. E os indutores podem ser à base de citrato de clomifeno (como Clomid, Indux, Serophene, lomid e Dufine), que são mais leves e geralmente indicados para casos de problemas ovulatórios mais simples, ou à base de gonadotrofinas, recomendados nos casos mais complexos (como Gonal, Menopur). ”Havendo falha no esquema oral após seis meses de uso contínuo ou quando a causa da anovulação é no hipotálamo (local de onde partem hormônios que estimulam a hipófise), a opção são as gonadotrofinas, que podem ser obtidas de mulheres menopausadas ou produzidas por engenharia genética. Elas agem diretamente no ovário”, explica. No total, o tratamento pode durar até 12 ciclos, desde que haja intervalos entre eles. A dose do remédio vai sendo ajustada pelo médico de acordo com a reação do organismo de cada paciente.

Riscos dos indutores da ovulação

É importante ressaltar que a prescrição desse tipo de medicamento deve ser sempre realizada pelo médico e a mulher deve ser monitorada, pois podem ocorrer alguns efeitos indesejados, como a gestação múltipla (cujas possibilidades são aumentadas em 5% a 8%) ou a síndrome do hiperestímulo ovariano, além de efeitos colaterais como dor nas mamas, náuseas e vômitos, dores de cabeça e inchaço abdominal. As contra-indicações ocorrem nos casos de mulheres com cistos ovarianos, doenças no fígado, problemas tireoidianos não tratados ou tumores na hipófise.
O ginecologista alerta também para a síndrome de hiperestimulação ovariana, uma importante complicação do uso dos indutores de ovulação. “O que ocorre é um desenvolvimento de líquido no abdome (ascite), edema generalizado, aumento dos ovários, múltiplos cistos ovarianos. Se não for rapidamente e adequadamente tratada pode levar à insuficiência renal grave, insuficiência respiratória e morte”, explica.

O que é ovulação?

A ovulação é um processo natural do ciclo menstrual de toda mulher. Falando de um jeito simples, é quando o corpo libera o óvulo para que ele possa encontrar o espermatozóide do homem e ser fecundado, para gerar uma nova vida.
Em mulheres que têm ciclos regulares de 28 dias, a ovulação acontece entre o 11º e 15º dia antes de cada menstruação. Faça uma conta simples: caso você tenha um ciclo de 35 dias, a sua ovulação vai acontecer no 21º dia do ciclo (35 – 14 = 21). No caso de seu ciclo ser de 21 dias, a ovulação se dá no 7º dia do ciclo (21 – 14).
Consultamos médicos para esclarecer as dez maiores dúvidas das mulheres sobre ovulação, veja:

1. Quando começo a ovular? Existem sintomas físicos que demonstrem que estou ovulando?

O ciclo menstrual de uma mulher começa no primeiro dia em que ela menstrua e vai até o último dia antes da próxima menstruação. “Em mulheres com ciclos regulares de 28 dias, a ovulação ocorre entre o 11º e 15º dia antes de cada menstruação”, afirma Márcio. A conta é simples! Se o seu ciclo for de 35 dias, você irá ovular no 21º dia do ciclo (35 menos 14). Se for de 21 dias, será no 7º dia do ciclo (21 menos 14) e assim por diante.
Além de recorrer à calculadora, você poderá ficar atenta a algumas transformações no seu corpo durante esse período. “É comum durante a ovulação as mulheres se queixarem de uma dor abdominal, semelhante à cólica, provocada pela distensão do folículo na hora de eliminar o óvulo. Nessa fase, ela também produz e elimina um muco vaginal transparente, com aspecto de clara de ovo. E após o período ovulatório se nota um aumento de temperatura de 0,5º em virtude da produção de progesterona pelo folículo”, explica Márcio.
Algumas mulheres também relatam maior sensibilidade aos odores e desejo sexual nos dias que antecedem a ovulação. Pesquisas recentes da Universidade Estadual de Nova York apontam, ainda, que durante a ovulação a mulher fica com a voz mais sexy. Mas não confie muito nessas transformações. Os especialistas alertam que nem sempre elas são sentidas por todas as mulheres.

2. Minha menstruação é irregular. Existem testes e métodos mais precisos para determinar a ovulação?

Hoje em dia já existem métodos mais fiéis para saber o dia exato da ovulação do que observar a temperatura e o aspecto do muco vaginal. Dentre eles está a ecografia, equipamentos que medem o aumento do hormônio LH na urina e a progesterona no sangue. “Mas a técnica mais precisa atualmente é a ultrassonografia transvaginal. Através dela é possível ver o folículo crescendo e se rompendo”, esclarece Márcio. Existem ainda os testes de farmácia. “Eles funcionam como os de gravidez, mas os tracinhos indicam o pico de produção do LH que antecede a ovulação”. Quando o teste der positivo e o casal estiver querendo engravidar, ele deve ter relações nesse mesmo dia ou no dia seguinte, já que a ovulação, nesse teste, é prevista com uma antecipação máxima de dois dias. Mas a ginecologista Nilka Donadio adverte: “Eles não são totalmente precisos”!

3. Quantos dias após a ovulação é meu período fértil? Por que nessa fase a probabilidade de gravidez é maior?

Segundo o Dr. Márcio, o período fértil começa um dia antes da ovulação e dura até quatro dias depois. “Se durante o período fértil a mulher tiver relação sexual com um homem, a probabilidade de gravidez é de 15 a 18% ao mês. Se o casal mantiver relações sem proteção, as chances aumentam para 90% ao ano”, afirma o especialista.

4. Se eu ficar sem sexo durante os dias que estou ovulando, eu não engravido?

A idéia de se abster de relações sexuais nos dias férteis é muito usada no método tabelinha, no entanto as chances de erro são grandes. “Só é eficaz se houver certeza dos dias férteis. Como é difícil precisá-los, esse é um método falho”, explica Márcio. E Nilka explica os motivos. “O ciclo da mulher pode apresentar alterações em função de medicamentos, ansiedade, viagens e, por isso, o período fértil pode se alterar”. O melhor então é se abster de relações durante toda a ovulação, certo? Errado. “Os espermatozóides ficam viáveis por uma média de dois dias no trato genital da mulher. Ou seja, se a mulher tiver relação sexual hoje, mas só ovular depois de amanhã, mesmo assim existe risco de gravidez, e se ela ovular hoje e só tiver relação daqui a dois ou três dias também pode engravidar”.

5. O que é o método de ovulação Billings? Ele é eficaz?

O método Billings é uma forma natural de planejamento familiar, muito incentivada pela Igreja Católica, na qual a mulher previne a gravidez através da observação de seu muco vaginal. Quando ele começa a ficar aquoso e semelhante à clara de ovo, a mulher está em seu período fértil. Por isso, recomenda-se que ela não tenha relações sexuais quatro dias antes e quatro dias depois desse dia. No entanto, as possibilidades de falha são grandes. E não há proteção contra doenças sexualmente transmissíveis.

6. Após parar de tomar a pílula, quanto tempo levo para engravidar?

De acordo com os especialistas, não há relação direta entre o fim da pílula e a gravidez. “Existem mulheres que engravidam na primeira tentativa pós-pílula e, nesses casos, a chance de gravidez de gêmeos é maior”, revela Márcio. No entanto, segundo Nilka, as mulheres que usam anticoncepcional injetável trimestral podem demorar até seis meses para voltarem a menstruar e ovular. E ela esclarece: “É normal um casal sem nenhum problema para engravidar demorar até 18 meses para que isso aconteça”.
A Síndrome dos Ovários Policísticos é uma disfunção que atinge cerca de 10% das mulheres em idade fértil e é caracterizada pela produção de cistos nos ovários que levam à ovulação irregular.

7. Quando eu tomo pílula eu não ovulo? Isso traz conseqüências para mim?

Grande parte dos anticoncepcionais à base de hormônios inibem a ovulação. É o caso das pílulas anticoncepcionais, adesivos e injeção que reproduzem os níveis hormonais do ciclo menstrual. Porém, não há nenhum malefício no uso prolongado dos mesmos. “Ficar sem ovular por causa da pílula não traz nenhum problema. Trata-se de um método transitório. Quando a mulher deixa de tomar a pílula, ela volta a ovular. Só havia conseqüências no passado, quando a pílula possuía altíssima dosagem hormonal e se recomendava que as mulheres dessem um intervalo em seu uso. Hoje, esses intervalos não são mais necessários”, argumenta Márcio.

8. Existe hiperovulação? Quais as implicações?

“Ainda que não seja comum, a hiperovulação pode ocorrer nos extremos da vida reprodutiva, isto é, no início da adolescência e depois dos 40 anos, em virtude uma produção excessiva de hormônio FSH”, explica Márcio. A única implicação é que o fenômeno aumenta a incidência de gravidez de gêmeos. No entanto, alguns medicamentos desencadeiam a hiperovulação e, nesses casos, ela pode ser perigosa. “Alguns remédios para engravidar podem provocar o desenvolvimento de vários óvulos no ovário causando problemas graves. Por exemplo, a síndrome de hiperestímulo ovariano, que provoca ascite, trombose entre outros”, afirma Nilka. Mas isso só ocorre se as medicações forem tomadas em doses excessivas e sem controle de ultra-som.

9. Tenho ovário policístico. Não tenho ovulação? Como faço para engravidar?

A Síndrome dos Ovários Policísticos é uma disfunção que atinge cerca de 10% das mulheres em idade fértil e é caracterizada pela produção de cistos nos ovários que levam à ovulação irregular. Nestes casos, geralmente o intervalo de uma menstruação e outra pode variar de 45 dias a três meses, ou ocorrer a ausência da mesma, dificultando a gravidez. São sintomas da disfunção: aumento de pêlos no rosto, seios e abdômen, e sobrepeso. “Nesses casos, o melhor a fazer para emagrecer é praticar atividade aeróbica. Se ainda sim a mulher não voltar a menstruar, será preciso a administração de remédios”, explica Márcio. Mas, antes de se desesperar com o prognóstico, Nilka alerta: “Algumas mulheres tem ovários policísticos ao ultra-som, mas não têm a síndrome. Elas ovulam normalmente”.
Vale lembrar que os exercícios em excesso prejudicam a ovulação. “A gordura seca tanto que não permite que o ovário tenha o substrato necessário para produzir o estrogênio. Assim, a mulher deixa de ovular/menstruar e perde também os formatos feminino – seios, bumbum, curvas”, adverte Márcio. Entretanto, o processo é transitório e a mulher volta a ovular quando diminui a intensidade dos exercícios.

10. Existem métodos de indução da ovulação?

Nem tudo está perdido quando a mulher não ovula e deseja engravidar. Além de comprimidos de citrato de clomifeno, bem comuns, já existem alternativas mais modernas para realizar o sonho de muitos casais em serem pais. “As gonadotrofinas, em comprimidos ou injeção, estimulam a ovulação, mas sua administração deve ser acompanhada pelo ultra-som para evitar casos como gravidez de sêxtuplos”, diz Márcio. Ele garante que se a dificuldade em engravidar for apenas devido à falta de ovulação, em alguns ciclos o problema estará resolvido.


Beijos férteis!!!!!!!!!!!!!!!!


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1 comentários:

  1. Muito legal, esclareci muitas dúvidas. Sou tentante há 1 ano e 3 meses e não vejo
    a hora de ter meu baby...mais tá nas mãos de Deus! bjokasss.

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Olá muito obrigada por comentar :D
Fico muito feliz que veio visitar meu cantinho :D
Volte Sempre *.*

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